A Associação do Centro Metropolitano entrevistou a mais nova vereadora eleita no município do Rio de Janeiro, Talita Galhardo. Sua trajetória é marcada por dedicação, inovação e foco em questões sociais e comunitárias. Como a mais nova vereadora eleita no Rio de Janeiro, Talita Galhardo representa uma geração jovem e dinâmica que busca trazer novas perspectivas para a política municipal. Seus desafios enfrentados foram marcos importantes que levaram a conquistar uma cadeira na câmara municipal. Confira aqui as perguntas e respostas acerca do que vem por aí na próxima gestão da Prefeitura do Rio de Janeiro e das motivações da nossa recém eleita vereadora.
1. Alguma sugestão para melhorar a mobilidade na nossa região
Este é um dos problemas que mais desafiam a capacidade de reinvenção das metrópoles em todo o mundo, e no Rio de Janeiro não é diferente. Infelizmente, estamos longe de ser uma cidade planejada, mas nossa contribuição, como representantes da população e gestores públicos, é buscar melhorar sempre. Todos sabemos que o metrô é a melhor solução possível para qualquer cidade, considerando especialmente as grandes distâncias na Zona Oeste. No entanto, essa solução exige uma vontade política gigantesca e um investimento ainda maior. Enquanto isso não acontece, seguimos realizando intervenções para melhorar o dia a dia da população.
Pedi ao prefeito um projeto para a ampliação da ponte que fica próxima à Vila do Pan, na Avenida Ayrton Senna, em frente à loja Fluzão. Ela será ampliada nos dois sentidos, o que ajudará a desafogar o trânsito entre a Barra da Tijuca e a Linha Amarela.
2. O que a senhora entende como prioridade para a melhoria da qualidade de vida e trabalho em Jacarepaguá e região?
A questão prioritária em qualquer lugar do Rio de Janeiro hoje é a segurança. Não tenho nenhuma dúvida disso. A maior aspiração das famílias e de todas as pessoas é poder caminhar em paz, trabalhar em paz e ficar tranquilo quando os filhos vão para a escola ou saem às ruas. Isso é qualidade de vida e os bandidos estão atrapalhando tudo!
Pretendo sempre “me meter”. Embora a segurança pública seja uma atribuição constitucional dos governos estaduais, as prefeituras, especialmente nas grandes cidades, têm muito a contribuir. Na Câmara Municipal, como vereadora, vou cobrar da prefeitura ações de ordenamento urbano para criar um ambiente melhor, garantir a tranquilidade da circulação de pedestres e regularizar os ambulantes. Bandido não pode ter liberdade nem continuar com essa certeza da impunidade. Também vou cobrar a demolição de construções irregulares. Essa é uma competência da prefeitura, e, ao combater essa prática e criar barreiras para os grupos criminosos que exploram esses negócios clandestinos, ajudamos a enfraquecer essas organizações, promovendo ordem e mexendo no bolso do poder paralelo.
3. Quais ações podem aprimorar as condições de segurança nas avenidas Embaixador Abelardo Bueno, Salvador Allende e entorno?
Acredito que a comunicação que sempre mantive com todos os órgãos é fundamental. Atuando na área, temos o 31º e o 18º batalhões, e, mesmo como vereadora, estarei sempre em contato com os comandantes dessas unidades, repassando as demandas apresentadas nos Conselhos Comunitários de Segurança (CCS), dos quais sempre participei e continuarei participando.
A segurança é a principal preocupação e está aterrorizando a população. Precisamos trabalhar de forma integrada para devolver a sensação de segurança aos moradores e comerciantes da região. Um dos pedidos que já ouvi de algumas pessoas foi sobre a instalação de controle de acesso. Isso consigo intermediar com a prefeitura para ser feita de forma correta e publicada em diário oficial.
4. Que medidas podem ser sugeridas na Câmara dos Vereadores para uma revitalização efetiva do complexo lagunar da Barra da Tijuca/Jacarepaguá?
Estou confiante de que o projeto aquaviário finalmente sairá do papel em 2025, após muitos anos de reivindicações e planejamento. Ele será financiado com parte dos recursos obtidos pela prefeitura no processo de concessão dos serviços da Cedae. Contribuí no desenho desse projeto quando estava na gestão municipal.
O projeto elevará a qualidade de vida nos bairros e comunidades com acesso às lagoas. O percurso vai do Parque Olímpico até paradas na Barra da Tijuca, no Península, no BarraShopping, no Città America, na Ilha da Gigóia, passando também por Muzema e Rio das Pedras. Será uma excelente alternativa de transporte, reduzindo engarrafamentos e emissões de carbono.
Na Câmara, podemos acompanhar de perto o cumprimento dos contratos pelas empresas responsáveis pelas obras, além de cobrar ações das autoridades ambientais e da Secretaria de Meio Ambiente para garantir a qualidade das águas das lagoas. Essas áreas têm enorme potencial turístico, e nenhuma atividade econômica em uma cidade como o Rio gera empregos melhores e mais rapidamente do que o turismo.
5. A senhora é a favor de uma Guarda Municipal mais atuante na segurança pública?
Sou a favor da Guarda Municipal armada, mas não para toda a corporação. Defendo a criação de um grupo de elite armado. Entretanto, é preciso fazer uma ponderação. Antes de armar a Guarda Municipal, é necessário melhorar as condições de trabalho da corporação.
Há mais de dez anos, a Lei 135 determina um plano de carreira para os guardas municipais, mas ela não é cumprida. Na prática, isso equivale a não existir. Além disso, o ticket-refeição da categoria é de apenas R$ 12 por dia e está congelado há mais de uma década. Antes de discutirmos questões amplas, como armamento, precisamos cuidar do básico, como oferecer melhores condições de trabalho, treinamento e valorização dos servidores. Levarei isso para a Câmara, até porque foi uma lei votada pelos próprios vereadores.
6. Como a senhora enxerga a região do Centro Metropolitano e seu entorno nos próximos 10 anos?
O Centro Metropolitano é um complexo planejado em moldes internacionais, e considero um espetáculo. Ele reúne comércio, hotéis e residências, tudo de forma bem estruturada. Sou favorável a essas medidas de restrição de acesso por questões de segurança e estarei a disposição desse “bairro” para ajudar no que for. Não podemos ignorar a necessidade de mecanismos extras de proteção para comerciantes, consumidores e moradores.
Nos próximos 10 anos, o Centro Metropolitano crescerá ainda mais, gerando empregos e renda para a população, além de aumentar o status da região. Que sirva de exemplo, seja copiado e acredito que já seja! Precisamos garantir atenção total do poder público para sua segurança e preservação e vocês podem contar comigo pra isso!